Mostrando postagens com marcador amandla rocha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador amandla rocha. Mostrar todas as postagens
domingo, 15 de fevereiro de 2015
My brother the chicken
Parafraseando um disco crássico do Mudhoney, "My brother the cow", eis o "My brother the chicken".
Série de retratos de familiares em andamento onde mesclo a persona de cada um com algum animal. No caso, meu irmão Caliel tem uma galinha de estimação, a "Malizena".
Marcadores:
amanda rocha,
amandla rocha,
animal,
experimental,
family,
foto ensaio
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Retratos familiares
Série de retratos de familiares em andamento onde mesclo a personalidade de cada um com alguma imagem de animal (desenho, objeto, ou o bicho em questão). Neste caso, minha avó, Vilma e uma galinha de angola que decora a sua cozinha há anos.
Neste, minha companheira Aline funde-se a um grafite animal-humano do artista L7M.
Marcadores:
amanda rocha,
amandla rocha,
animal,
artes visuais,
bauru,
experimental,
family,
foto ensaio,
L7M
terça-feira, 17 de junho de 2014
quarta-feira, 14 de agosto de 2013
Antônia
Eu quero te derramar toda dentro de mim,
Te beber inteira
Sem pudor, rancor ou valor
Eu quero te esfregar na beira,
Suar a tua alma junto aos demônios
Só ardor-odor-calor
Eu quero te entrar imensa, rastejando ao teu altar
Com sombra, com chuva, toda imunda
Eu quero te enxugar, lambuzar, estourar, roubar e sonhar
Vivo nos capins sem fim, na planície aveludada dos teus trigos
Morna, ondas revoltas de ar dançam a canção de bruços
Escapa e trata, maltrata
Rota, ou outra memória
O derrame de sentidos excluídos,
Nula de razão, sou fração, queimação
Vermelho uterino, mendigo o abismo
Cheiro de fumaça, desgraça, pirraça
Antônia, louca e fraca glória
Amanheça descalça a ti mesma
Teus calos calmos pedem passagem.
sábado, 15 de junho de 2013
flutuar, afundar, remar.
"Well a man has two reasons for things that he does
The first one is pride and the second one is love"
segunda-feira, 3 de junho de 2013
Como enxergar coração em fiapo de cobertor e não despencar
Toda anulada
Seus lindos
olhos inchados cor-de-mel deslocados
Nos abraçamos
tímidas e ocas
Seu corpo
longuíquo
Ilhada,
ingeriu tempestades
Exalava um torpor
derrotado
Mas havia
medalhas no cantinho de seus lábios avermelhados
Esboçava um sorriso meio torto e tenso, na verdade, quase imperceptível, como um tique
charmoso
Eu estava
devorando cada erro de sua fisionomia, confesso
Era irrefreável,
instintivo e urgente
Gostaria de
salvá-la, embora fosse o meu abismo
O que
poderia fazer? Sugestões e tolas opiniões?
Era melhor
assisti-la passiva, incrédula
Aquela presença
neutra contrastava com a soma dos lamentos
Oh mulher se
aprume, rume
Eu rujo e
fujo, sei
Talvez a
sensatez me vista dessa vez
Ou visite,
ao menos
Essa despedida
de lágrimas ruidosas e nervosas desfoca, sufoca
Transbordamento
ou espancamento?
Não bebo
mais de seus trópicos
Vaidade,
dependência
Fraude e
falência
Um urro a
anulação
Eu atualizo
meus nãos
Então ela
vira as costas
Sem jamais partir.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
C.O.V.A
![]() |
| Elisas - Alemanha - Brasil. |
Saudade é uma cova viva
Eu ainda estou morna
Minha pele ressecada é
de lembrança
O afeto monstruoso
Arroto inúmeras vezes o
teu tamanho
Eu retorno com meu
coração assombrado e pelado
Nunca preparado
Sim, sabemos, a saudade
é uma cova viva
Vã regressão sentimental
Afiada e desconfiada
Rasa, chata, rata, rapta
Tarda, fada, faca e nada
Saudades.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
quarta-feira, 22 de maio de 2013
Zelo-zero
![]() |
| La Burca em dia de contaminação. Foto por : Dagma Miscelânea |
E não há óleo que a cale. Não existe o óleo. Sem conserto assume o erro. Cabe no erro, confortável erro. A sombra hereditária castiga, mastiga. Queima, arde amarga. O catarro não sai, gramas de quilos salgados escorregam guela abaixo. Gosto ruim, entorpece-me o sangue frio. Bem embaixo, lá embaixo, deito-me. Estou gelada, apaixonada pelo delírio. O desprezo engorda o desgosto, já não mais desgosto, e sim, gosto. Eu zerei. Nada entrou, nada saiu.
Texto provavelmente escrito em 2007, encontrado em um zine semi-esquecido da autora.
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Sem zzzz
E então eu vi a mosca
A mosca se debatia no chão da cozinha,
Andava em círculos, lerda e muda
Insisti por uns instantes para que se equilibrasse e voasse dali,
Algo natural
Mas...desisti dela
Ela que escolhesse o próprio caminho
Fui ao banheiro
E então olho para a parede: a mosca grudada lá!
Ela voou rasante e cambaleante, querendo me dizer algo, mas novamente
nenhum zzz
Pedi pra ela ir embora, abri a janela e afastei a cortina do box
Mas não, permanecia próxima
Me causou repugnância, toda grudada agora no solo
Peguei um pedaço de papel e com um dedo escutei o barulho crocante de
sua morte
Pronto, fui dormir exausta com um zumbido mudo no ouvido.
Fiapo
Não é momento de nada
Tire teus pedacinhos de mim
Limpo os pedacinhos sem fim
Não é momento para nada
Escôo tuas vozes de amor
Autoridade de amor aos pedaços
Agora não é momento para nada
Eu não te agradeço, eu não te conheço
Eu me pertenço
Cesse-me, não há momento para nada
Por que o amor ama impor o amor?
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Cócegas
Não há nada mais completo do que contemplá-la
Seus lábios rosados e entregues
A pista inteira de seu corpo molhado
Eu decolo em você
Eu imploro em você
Eu aterrisso em você
Unidas em afeto e voo
Sou longe em você
Escreve teu nome mais uma vez em minhas costas
Somos cócegas explodindo, amor.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Óleo
Amor é um rio oleoso e eu devoro toda obesa em prece intensa
Cíclica, meus olhos vidrados
Viscosidade macia e violenta, me
seque em paz
Estou manchada, encharcada
Eu fraquejo em querer, em não ser
Eu não amo
Derramo.
quarta-feira, 25 de julho de 2012
Calabura
Quando eu tenho estalos de consciência sofro amnésia
Não quero ser mais engraçadinha na minha terra mental
Pintamos desperdício em todo vocabulário
E as vezes compreendo que nada faz sentido
Eu sofro regressão desde os 9 anos, e agora pareço estar em idade avançada
Mas permaneço pregada numa era infantil sem lembranças
Calabura, calabura, calabura
As graminhas verdes estralam no sol da minha memória
Uma árvore musical entediada e o topo de arco-íris
A lenda do circo e do sem-fim adeus
Um rosto marcado, um sexo molhado, um choro adiado, um abraço desperdiçado,
Olhares de raio x através da parede de madeira verde mostram o homem santo
Belo e aterrorizante para qualquer garota
Eu acho que perdi a minha fé naquele dia, mas continuei tentando após os 30
O perfume de erva fresca incendiando o lar
Uma dona de casa de olhos vendados e profundos
Meninas entrelaçadas na piscina de cimento
Cortinas de pernilongo e sabão no chão vermelho escorregadio
Me lembram tanto o agora que não esqueço (o) ontem.
Calabura, calabura, calabura
Canta e urra.
Ecos de Ilha Solteira na Jaú-Bauru
O.dor de amor
Bem, estava começando a ler a grande história sobre o "Gênesis" - interpretada e desenhada por Robert Crumb no busão. E no meio da história, outra se desenrolava, ou melhor, acaba ao fundo: o definhar de um casal. Ela: passional, miúda, atormentada. Chorava, minguava, gritava, acalmava e batia nele. Ele? Pequeno, miserável, encolhido, ranzinza, saturado, obstinado. Era o fim. Mas não, ela não cedia, não compreendia. O ônibus vazio. Ecos de desamor a cada freada. Ai. Nessa hora, eu não conseguia compreender mais a história de Adão e Eva - e o absurdo sobre ela. Estava "fantástica" demais para o teatro real que presenciava. Lembrei de algumas coisas que já vivenciei, causei e me causaram. E, então, depressa, voltei a leitura: "E os dois estavam nus, homem e mulher, e não tinham vergonha disso". Moral da história - ou se preferir, do "bonde do rolê": acho que sou pelada.
Ah, e o casal saiu aos berros, ele envergonhado, ela derrotada. Grande árvore do conhecimento.
Amandla R. - em um dia comum, fatos corriqueiros, e, não, não guardo mais nenhum isqueiro.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Ladainha regressiva
Contentamento suicida – como não suportar a satisfação
O tempo não pode ser um fator de cura. Um espaço na procura por cura. Tortura.
Impulso, compulsão, desgaste neurótico, autoimposto.
Um antigo desenho-fantasma das fantasias reais, um cheiro forte de sexo choraminga e berra, bela.
Eu posso ser o que não sou se não sei o que já sou,
Guerras de consentimento infantil tremendo, galopes de mim ao vento, escuro, escura.
Ondas de ode hedonista preguiçosa e telepática jorram na individualidade massiva
O tempo não pode ser o foder da cura
Os chiqueiros opinativos tecem o passado e minha lama está secando
Ao regredir a persona consciente de outrora, rastejo feito louca sobre o inconsciente, mas sou um momento apenas, um flagelo psíquico de carne rosada
O amor jorra algo que não imploro, eu tinha uma vida que também não foi implorada ou explorada, tanto faz, o poder confuso ofusca a tentativa de ordem
Eu ordeno nada, eu reclamo nada, eu esvazio nada, eu repito nada, mas já nada não basta, tudo escapou, o pouco cegou e o nada é gelo, fogo e divisões ao ar
Cutuco e cheiro os pedaços podres da minha pele. Estou farta implorando por mais, sem prazer.
A repetição, a repetição, a idéia de repetição alcoolizou os movimentos certeiros, uma mão amiga e carinhosa tenta contornar o outro em transferência de sims
Mas há sempre um cão fiel ao não.
Colo ausente
O numero 1 marron no lábio seco feito tattoo
Alagada- a luz frágil dos cílios
Eu estive em todos os lugares sem um único som
E então estrondo uma via de mão dupla barulhenta
Quando consoantes no deserto
Fomos seco feito água moderna sebosa
E mais uma vez um disfarce em preto e branco mancha no colo ausente
Eu estive em todos os lugares escutando um único som
E então nunca mais soube distinguir minha voz.
CFD em Sidney
Há uma brincadeira moribunda em minha face
Um diálogo sem mensagem definida, apago todas sem entender
Eu confundo Jesus com Jung, esqueceram de me contar histórias cont(f)orn(t)áveis
Roteiros em devaneio, uma nuca ferida
Não há expressão definida
Come,come,come
Fode, fode, fode,
Dorme, dorme, dorme.
Não existe Sidney em minha rua.
Desjejum vegetal
Meu berço bruto e febril
A festa nunca termina e o ouvido zune canções de ninar
O menino sol brilha em seu planeta de origem
Eu fui romântica com tanto desprezo
E você, doce vagarosa que se instala no meu item
A selvageria nunca termina e estou pronta para me arranhar
Eu olhei fundo na tua íris e vi mais do que pude suportar
Então, cega e decidida, resolvi me implorar
No meu berço bruto e febril
Minha cabeça infantil machuca em tua direção
Imatura e decidida resolvi não resolver
Há lençóis enozados em meu pescoço sem nenhum comprometimento suicida
Posse e desperdício líquido eliminam e alimentam a nossa grande perda
Sou ceia faminta, eterno desjejum.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
d.i.s.e.a.s.e. religion
O amor é uma religião? E então foi dito: "eu não acredito em deus, acreditava em você".
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Eu, me ufe (do verbo "ufar")
Eu realmente me equivoquei. Sou virgem de mim. E me chamaram de neném alguns poucos dias atrás. Terapias paralelas, automóvel alcoolizado e pessoas desconhecidas. Estou deitada na minha janela e não gosto do som familiar do corredor. Quero quebrar meus dentes, eles estão tão amarelados, não envergonhados. Eu amarro minha boca. Fecho o rosto, nublada, amiga, nublada. Meu cabelo cresce rápido, que droga. Eu não tenho cuidado, eu não tenho tato, eu destrato. Quebrei o piso superior do meu raciocínio e, não, não estou no andar inferior. Mas sinceramente sou atriz performática. O meu livro é bom, as minhas fotos são ótimas mas eu não consigo ainda acreditar em tudo isso. Sofro pequena na minha grande miserinha. E falo pra karaleo aos quatro ventos da minha esquina-esquiva de relacionamento. Não acreditam, dão risada, eu palhaça. Mas quer saber, não ligo, porque, afinal nem eu b(r)oto fé. (f)É. Triste? Raivosa? Angulosa? Gulosa? Ah sim, inquieta, remelenta, bolorenta. Pra ninguém. Só pra mim, porque eu me mereço um tiquinho as vezes. E é assim ó moço! Cadê você ó moça? Ah, os barulhos não cessam, meu relógio é um troço chato, gosta de cantar e eu não decoro nunca. Tive um irmãozinho mulato, um branquinho e uma outra que sumiu. Nunca fomos parecidas, ninguém merece ser né. Seria enfadonho demais. E.n.f.a.d.o.n.h.o, eita palavra escrota. A criação é engraçada. As influências talvez catástrofes. Eita, outra miragem apareceu no meu sonho. Um pouco de incesto, um pouco de desejo, um pouco de lamento. Então tá certo! Ha. Desculpe, sou sincera mãe. Tadinha(s). Agora sim lembrei duma tia antiga que mora num sítio moderno. Nunca mais fui lá, brigaram, a família. Pra variar. Senão a vida não tem emoção. E eu quase infartei esses dias de tanta emoção. É que sou intensa né, pai. Aí inventei que amava um(a) lá...nossa, que judiação eu fiz comigo. Aí lembrei que eu tinha inventado tudo, nossa, que judiação besta. Eu não aprendi a rezar, então as vezes misturo o pai nosso com um pouco de realidade. É, fico um tanto fora do ar. Última vez tá sendo agora.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Dank u
Não estou pronta, não me escute
Será que estaremos um dia prontos? Encerrados? Consumidos?
Esses tolos, cruéis sentimentos deslocados
Eu me devasto, arranco a roseira sangrenta
E continuo gotejante
Minha cama úmida e áspera
Estanco, espanco a monstra íntima
Sou obscena e assisto o resto de olhos fechados
Kid kid kid
You grew up mad
Her lips don´t move (4x)
A dor mental sangra paciência
A dor mental sorri violência
Escuto melodias assobiáveis, nunca dóceis
Se o mundo é esta aldeia líquida eu não sou teu índio
Sem critérios, ficção cara x fatos baratos
Chega de saudade, imploda a alteridade.
segunda-feira, 14 de março de 2011
Spitrose
I miss the rose
I wanna a rose
I need the rose
I wanna a rose
I miss the rose
I need the rose
Is the skin, is the spit, is the sky that I touched?
Roses...I spit roses
I miss the rose
I wanna a rose
I miss the rose
I wanna a rose
I need the rose
I wanna a rose
Is the skin, is the spit, is the sky that I touched?
Roses...I spit roses
Desenho inspirado na HQ Blood- Uma história de sangue, escrita por ninguém menos que J.M. Dematteis, autor da fabulosa Moonshadow.
Assinar:
Postagens (Atom)





.jpg)



