quinta-feira, 23 de junho de 2011

d.i.s.e.a.s.e. religion



O amor é uma religião? E então foi dito: "eu não acredito em deus, acreditava em você". 

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Eu, me ufe (do verbo "ufar")



Eu realmente me equivoquei. Sou virgem de mim. E me chamaram de neném alguns poucos dias atrás. Terapias paralelas, automóvel alcoolizado e pessoas desconhecidas. Estou deitada na minha janela e não gosto do som familiar do corredor. Quero quebrar meus dentes, eles estão tão amarelados, não envergonhados. Eu amarro minha boca. Fecho o rosto, nublada, amiga, nublada. Meu cabelo cresce rápido, que droga. Eu não tenho cuidado, eu não tenho tato, eu destrato. Quebrei o piso superior do meu raciocínio e, não, não estou no andar inferior. Mas sinceramente sou atriz performática. O meu livro é bom, as minhas fotos são ótimas mas eu não consigo ainda acreditar em tudo isso. Sofro pequena na minha grande miserinha. E falo pra karaleo aos quatro ventos da minha esquina-esquiva de relacionamento. Não acreditam, dão risada, eu palhaça. Mas quer saber, não ligo, porque, afinal nem eu b(r)oto fé. (f)É. Triste? Raivosa? Angulosa? Gulosa? Ah sim, inquieta, remelenta, bolorenta. Pra ninguém. Só pra mim, porque eu me mereço um tiquinho as vezes. E é assim ó moço! Cadê você ó moça? Ah, os barulhos não cessam, meu relógio é um troço chato, gosta de cantar e eu não decoro nunca. Tive um irmãozinho mulato, um branquinho e uma outra que sumiu. Nunca fomos parecidas, ninguém merece ser né. Seria enfadonho demais. E.n.f.a.d.o.n.h.o, eita palavra escrota. A criação é engraçada. As influências talvez catástrofes. Eita, outra miragem apareceu no meu sonho. Um pouco de incesto, um pouco de desejo, um pouco de lamento. Então tá certo! Ha. Desculpe, sou sincera mãe. Tadinha(s). Agora sim lembrei duma tia antiga que mora num sítio moderno. Nunca mais fui lá, brigaram, a família. Pra variar. Senão a vida não tem emoção. E eu quase infartei esses dias de tanta emoção. É que sou intensa né, pai. Aí inventei que amava um(a) lá...nossa, que judiação eu fiz comigo. Aí lembrei que eu tinha inventado tudo, nossa, que judiação besta. Eu não aprendi a rezar, então as vezes misturo o pai nosso com um pouco de realidade. É, fico um tanto fora do ar. Última vez tá sendo agora.


Adoro Adélia Prado, "Bagagem" é um dos meus livros preferidos e me ajuda em horas não práticas como nesta em que acabo de escrever. Nada a ver? Boa noite pra vc.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Dank u


Não estou pronta, não me escute
Será que estaremos um dia prontos? Encerrados? Consumidos?
Esses tolos, cruéis sentimentos deslocados
Eu me devasto, arranco a roseira sangrenta
E continuo gotejante
Minha cama úmida e áspera
Estanco, espanco a monstra íntima
Sou obscena e assisto o resto de olhos fechados
Kid kid kid
You grew up mad
Her lips don´t move (4x)
A dor mental sangra paciência
A dor mental sorri violência
Escuto melodias assobiáveis, nunca dóceis
Se o mundo é esta aldeia líquida eu não sou teu índio
Sem critérios, ficção cara x  fatos baratos
Chega de saudade, imploda a alteridade.



segunda-feira, 14 de março de 2011

Spitrose



I miss the rose
I wanna a rose
I need the rose
I wanna a rose
I miss the rose
I need the rose

Is the skin, is the spit, is the sky that I touched?

Roses...I spit roses

I miss the rose
I wanna a rose
I miss the rose
I wanna a rose
I need the rose
I wanna a rose

Is the skin, is the spit, is the sky that I touched?

Roses...I spit roses

Desenho inspirado na HQ Blood- Uma história de sangue, escrita por ninguém menos que J.M. Dematteis, autor da fabulosa  Moonshadow.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Réveillon da ode





Exausta, eu só queria dormir agarradinha ao lado dele,
Exausta, percebo o grande vácuo ocupado irregularmente,
Exausta, expectoro merda pelos poros, meu cú arde toda droga enfiada pela boca medrosa,
Exausta, noto a grande santa filha da puta que venho sendo,
Exausta, rezo a algum deus para me aceitar e devolver a paz que detono,
Exausta, tento dormir a horas e pensamentos viram HQs reais,
Exausta, vomito a grande ceia e me afogo em nossa vida alheia,
Exausta, ouço os passos silenciosos da minha gata e seu miado distante,
Exausta, tento parar de pensar para me acalmar,
Exausta, lembro que acabou meu gás a dias,
Exausta,  visito todos os telhados que possuo,
Exausta, tento fechar os olhos no corredor onde minha displicência pede ca(r)ma.



Não abuse da vida. 
 Autoerrotrato psycho.

quinta-feira, 3 de março de 2011

A paz é uma guerra pessoal




Sem título

Meus olhos se cansam ao lembrar dos melhores momentos
Minha imaginação é fraca e louca de expectativas
Eu me encharco inteira para você me secar
Mas continuo úmida.

A dor de ser ator

Influência catastrófica afogada na consciência
Vejo luz e faca
O que me cega é tudo que procuro, nunca encontrado.

Panturrilha

Ah, então isto é amor de verdade? Você tem que tirar tudo da pessoa para então devolver com amor de verdade, amor de verdade. O amor é a maior verdade.


Escriteens, algo entre 2004 e 2007, acho. Tempo louco que me fez ficar. Desenho "mutilado" duma antiga camiseta da Kaspar Horse por Amandla R. 

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Se pudesse chamaria pelo teu nome



Os olhos de bambu
Nos galhos da noite
Desfazem e refazem o ninho.

Foto por Amandla Rocha - Série Desespero - Sandman